TEORIA DO
RACIOCÍNIO LÓGICO
Material extraído de
apostila do Professor Josélias
Raciocínio Lógico -
Joselias@uol.com.br - Prof. :Joselias
PROGRAMA DE RACIOCÍNIO LÓGICO:
Objetivo:
A prova de
Raciocínio Lógico objetiva testar as habilidades de raciocínio envolvendo:
a)
elaboração de
argumentos;
b) avaliação de argumentações;
c) formulação ou avaliação de planos de ação.
Não é necessário conhecer o assunto envolvido na
questão, como Biologia, Engenharia, Economia etc.
Programa:
• Construção de argumentos: reconhecimento da estrutura básica de
um argumento; conclusões apropriadas;
• hipoteses subjacentes; hipóteses
explicativas fundamentadas; analogia entre argumentos com estruturas
semelhantes.
• Avaliação de argumentos: fatores que reforçam ou enfraquecem uma
argumentação; erro de raciocínio; método utilizado na exposição de razões.
• Formulação e avaliação de um Plano de
Ação: reconhecimento da conveniência, eficácia e eficiência de diferentes
planos de ação; fatores que reforçam ou enfraquecem as perspectivas de sucesso
de um plano proposto; hipóteses subjacentes a um plano proposto.
Lógica
Existem muitas definições para a palavra “lógica”,
porém no caso do nosso estudo não é relevante um aprofundamento nesse ponto, é
suficiente apenas discutir alguns pontos de vista sobre o assunto. Alguns
autores definem lógica como sendo a “Ciência das leis do pensamento”,
e neste caso existem divergências com essa definição, pois o pensamento é
matéria estudada na Psicologia, que é uma ciência distinta da lógica (ciência).
Segundo Irving Copi, uma definição mais
adequada é: “A lógica é uma ciência do raciocínio” , pois a sua
idéia está ligada ao processo de raciocínio correto e incorreto que depende da
estrutura dos argumentos envolvidos nele. Assim concluimos
que a lógica estuda as formas ou estruturas do
pensamento, isto é, seu propósito é estudar e estabelecer propriedades das relções formais entre as proposições.
Veremos nas
próximas linhas a definição do que venha a ser uma proposição, bem como o seu
cálculo proposicional antes de chegarmos ao nosso objetivo maior que é estudar
as estruturas dos argumentos, que serão conjuntos de proposições denominadas premissas
ou conclusões.
DEFINIÇÃO:
Proposição:
Chamaremos de
proposição ou sentença, a todo conjunto de palavras ou símbolos que exprimem um
pensamento de sentido completo.
Sendo assim,
vejamos os exemplos:
a) O curso Pré-Fiscal fica em São Paulo.
b) O Brasil é um País da América do Sul.
c) A Receita Federal pertence ao poder judiciário.
Evidente que
você já percebeu que as proposições podem assumir os valores falsos ou
verdadeiros, pois elas expressam a descrição de uma realidade, e também
observamos que uma proposição representa uma informação enunciada por uma
oração, e portanto pode ser expressa por distintas orações, tais como:
“Pedro é
maior que Carlos”, ou
podemos expressar também por “Carlos é menor que Pedro”.
Em resumo, teremos dois princípios no caso das proposições:
1 – Princípio da não-contradição:
Uma proposição
não pode ser verdadeira e falsa simultaneamente.
2 – Princípio do Terceiro Excluido:
Uma
proposição só pode ter dois valores verdades, isto é, é verdadeiro (V) ou falso
(F), não podendo ter outro valor.
Logo, voltando ao exemplo anterior temos:
a) “O Curso Pré-Fiscal fica em São Paulo”é um proposição verdadeira.
b) “O Brasil é um País da América do Sul” é uma proposição
verdadeira.
c) “A Receita Federal pertence ao poder judiciário”, é uma
proposição falsa.
As proposição serão representadas por letras do alfabeto: a, b, c, . . . , p, q, . . . As proposições simples (átomos) combinam-se com
outras, ou são modificadas por alguns operadores (conectivos), gerando novas
sentenças chamadas de moléculas. Os conectivos serão
representados da seguinte forma:
corresponde
a “não”
∧ corresponde a “e”
∨ corresponde a “ou”
⇒ corresponde a “então”
⇔ corresponde a “se
somente se”
Sendo assim, a partir de uma proposição
podemos construir uma outra correspondente com a sua negação; e com duas ou
mais, podemos formar:
• Conjunções: a ∧ b (lê-se: a e
b)
• Disjunções: a ∨ b (lê-se: a ou
b)
• Condicionais: a ⇒ b (lê-se: se a
então b)
• Bicondicionais:
a ⇔ b (lê-se: a se somente se b)
Exemplo:
Seja a sentença:
“Se Cacilda é estudiosa
então ela passará no AFRF”
Sejam as
proposições:
p = “Cacilda é estudiosa”
q = “Ela passará no AFRF”
Daí, poderemos representar a sentença da seguinte forma:
Se p então q ( ou p ⇒q
)
TABELA VERDADE
Representaremos então o valor lógico de
cada molécula com seu respectivo conectivo.
a.
Valor verdade de
|
P |
|
|
V |
F |
|
F |
V |
A
negação da proposição P é a proposição
,
de maneira que se P é verdade então
é
falso, e vice-versa.
b.
Valor verdade de P ∧
Q
|
P |
Q |
P ∧ Q |
|
V |
V |
V |
|
V |
F |
F |
|
F |
V |
F |
|
F |
F |
F |
O
valor verdade da molécula P ∧
Q é tal que VAL (P ∧ Q) é verdade se
somente se VAL (P) e VAL (Q) são verdades.
c. Valor verdade de P ∨ Q
|
P |
Q |
P ∨ Q |
|
V |
V |
V |
|
V |
F |
V |
|
F |
V |
V |
|
F |
F |
F |
O valor verdade da molécula P ∨ Q é tal que VAL
(P ∨ Q) é falso se somente se VAL (P) e VAL (Q) são falsos.
d. Valor verdade de P ⇒ Q
|
P |
Q |
P ⇒ Q |
|
V |
V |
V |
|
V |
F |
F |
|
F |
V |
V |
|
F |
F |
V |
O
valor verdade da molécula P ⇒
Q é tal que VAL (P ⇒ Q) = F se
somente se VAL (P) = V e VAL (Q) = F
e. Valor verdade de P ⇔ Q
|
P |
Q |
P ⇔ Q |
|
V |
V |
V |
|
V |
F |
F |
|
F |
V |
F |
|
F |
F |
V |
O
valor verdade da molécula P ⇔
Q é tal que VAL ( P ⇔ Q ) = V se
somente se VAL (P) e VAL (Q) tem os mesmos valores verdades.
Então teremos a tabela verdade completa da seguinte
forma:

Exemplo
Determinar o valor verdade da sentença (P ∧ Q) ⇒ R Sabendo que
VAL (P) = V, VAL (Q) = V e VAL (R) = F
Solução

Logo analisando a tabela acima temos VAL ((P ∧ Q) ⇒ R) = F
EXERCÍCIOS
a. Determine o
valor verdade da sentença
Sabendo-se que VAL(A) = V, VAL(B) = F e VAL (C) = V
Obs.:
Doravante nos exercícios usaremos a notação VAL(X) para representar o valor
verdade de X.
b. Determinar o valor verdade da sentença
Sabendo que:
VAL(A) = V, VAL(B) = F, VAL(C) = F, VAL(D) = V

TAUTOLOGIA
São moléculas que possuem cada uma
delas o seu valor verdade sempre verdadeiro independentemente dos valores
lógicos das proposições (átomos) que as compõem.
Exemplo
a. (p ⇒q)
⇔(
p
∨q) é uma tautologia pois

CONTRADIÇÕES
São moléculas que são sempre falsas, independentemente
do valor lógico das proposições (átomos).
Exemplo
a.
p ⇔
p é uma contradição pois

CONTINGÊNCIA
São moléculas em que os valores lógicos independem dos
valores das proposições (átomos)
EQUIVALÊNCIA LÓGICA
Duas moléculas são equivalentes se elas possuem as
mesmas tabelas verdade.
Exemplo
p ⇒ q é equivalente a
p ∨ q

ARGUMENTOS
Argumento é um conjunto de proposições com uma
estrutura lógica de maneira tal que algumas delas acarretam ou tem como
conseqüência outra proposição q.
Isto é, o conjunto de
proposições p1, p2, p3, . . . , pn que tem como
conseqüência outra proposição q. Chamaremos as proposições p1,
p2, p3, . . . , pn de premissas do argumento, e a proposição q de conclusão
do argumento.
Podemos representar por:
p1
p2
p3
.
.
.
pn
______________
∴
q
Exemplos:
1. Se eu passar no concurso, então irei trabalhar.
Passei no concurso
_____________________________
∴ Irei Trabalhar
2. Se ele me ama então casa comigo.
Ele me ama
___________________________
∴ Ele casa comigo
3. Todos os brasileiros são humanos.
Todos os paulistas são brasileiro.
____________________________________________
∴ Todos os
paulistas são humanos
4. Se o Palmeiras ganhar o jogo, todos os jogadores
receberão o bicho.
Se o Palmeiras não ganhar o jogo, todos os jogadores
receberão o bicho .
___________________________________________________
∴ Todos os
jogadores receberão o bicho
NOTAÇÃO: No
caso geral representaremos os argumentos escrevendo as premissas e separando
por uma barra horizontal seguida da conclusão com três pontos antes.
Veja exemplo extraído do Irving M. Copi.
Premissa: Todos os sais de sódio são substâncias soluveis em água.
Todos os sabões são sais de sódio
_________________________________________________
Conclusão: ∴ Todos os sabões
são substâncias soluveis em água.
VALIDADE DE UM ARGUMENTO
Conforme citamos anteriormente uma proposição é
verdadeira ou falsa. No caso de um argumento diremos que ele é válido ou não
válido.
A validade é uma propriedade dos argumentos
dedutivos que depende da forma (estrutura)
lógica das suas proposições (premissas e conclusões) e não do conteúdo
delas.
Sendo assim podemos ter as seguintes combinações para
os argumentos válidos dedutivos:
a) Premissas verdadeiras e conclusão verdadeira.
Exemplo:
Todos os apartamentos são pequenos. (
V )
Todos os apartamentos são residências. ( V )
___________________________________________________
∴ Algumas
residências são pequenas. ( V )
b)
Algumas ou todas as premissas falsas e uma conclusão verdadeira.
Exemplo:
Todos os peixes têm asas. ( F
)
Todos os pássaros são peixes. ( F
)
____________________________________
∴ Todos os
pássaros têm asas. ( V )
c)
Algumas ou todas as premissas falsas e uma conclusão falsa.
Exemplo:
Todos os peixes têm asas. ( F
)
Todos os cães são peixes. ( F
)
__________________________________________
∴ Todos os cães
têm asas. ( F )
Todos os argumentos acima são válidos, pois se suas
premissas fossem verdadeiras então as conclusões também as seriam.
Podemos dizer que um argumento é válido se quando
todas as suas premissas são verdadeiras acarreta que sua conclusão também é
verdadeira. Portanto, um argumento é não válido se existir a possibilidade de
suas premissas serem verdadeiras e sua conclusão falsa.
Observe que a validade do argumento depende apenas da
estrutura dos enunciados.
Exemplos:
Todas as mulheres são bonitas.
Todas as princesas são mulheres.
__________________________________
∴ Todas as
princesas são bonitas.
Observe que não precisamos de nenhum conhecimento
aprofundado sobre o assunto para concluir que o argumento acima é válido. Vamos
substituir mulheres, bonitas e princesas por
A, B e C respectivamente e teremos:
Todos os A são B.
Todos os C são A.
∴ Todos os C são
B.
Logo o que é importante é a forma do argumento e não o
conhecimento de A, B e C, isto é, este argumento é válido para quaisquer A, B e
C e portanto a validade é conseqüência da forma do
argumento.
O atributo Validade aplica-se apenas aos
argumentos dedutivos.
ARGUMENTOS DEDUTIVOS E INDUTIVOS
Os argumentos são divididos em dois grupos:
• dedutivos
• indutivos
O argumento será dedutivo quando suas premissas
fornecerem prova conclusiva da veracidade da conclusão, isto é, o argumento é
dedutivo quando a conclusão é completamente derivada
das premissas.
Exemplo:
Todo ser humano tem mãe.
Todos os homens são humanos.
___________________________
∴ Todos os homens
têm mãe.
O argumento será indutivo quando suas premissas
não fornecerem o apoio completo para ratificar as conclusões.
Exemplo:
O Flamengo é um bom time de futebol.
O Palmeiras é um bom time de futebol.
O Vasco é um bom time de futebol.
O Cruzeiro é um bom time de futebol.
_____________________________________________
∴ Todos os times
brasileiros de futebol são bons.
Portanto nos argumentos indutivos a conclusão possui
informações que ultrapassam as fornecidas nas premissas. Sendo assim, não se
aplica, então, a definição de argumentos válidos ou não válidos para argumentos
indutivos.
ARGUMENTOS DEDUTIVOS VÁLIDOS
Vimos então que a noção de argumentos válidos ou não
válidos aplica-se apenas aos argumentos dedutivos, e também que a validade
depende apenas da forma do argumento e não dos respectivos valores verdades das
premissas. Vimos também que não podemos ter um argumento válido com premissas
verdadeiras e conclusão falsa. A seguir exemplificaremos alguns argumentos
dedutivos válidos importantes.
O primeiro argumento dedutivo válido que discutiremos
chama-se “afirmação do antecedente” ,
(também conhecido como modus ponens).
Então vejamos:
Se José for reprovado no concurso, então será demitido
do serviço.
José foi reprovado no concurso.
____________________________________
∴ José será
demitido do serviço.
Este argumento é evidentemente válido e sua forma pode ser escrita da seguinte
forma:

Outro argumento dedutivo válido é a “negação do
conseqüente” (também conhecido como modus
tollens).
Obs.:
Vimos nas páginas anteriores que p ⇒ q é equivalente a
.
Esta equivalência é chamada de contra-positiva.
Exemplo:
“Se ele me ama, então casa comigo” é equivalente a “Se ele não casa comigo, então ele
não me ama”.
Então vejamos o exemplo do modus
tollens.
• Se
aumentamos os meios de pagamentos, então haverá inflação.
• Não há
inflação
____________________________________________
∴ Não
aumentamos os meios de pagamentos.
Este argumento é evidentemente válido e sua forma pode
ser escrita da seguinte maneira:

Existe também um tipo de argumento válido conhecido
pelo nome de dilema. Geralmente este
argumento ocorre quando alguém é forçado a escolher entre duas alternativas
indesejáveis.
Exemplo:
João se inscreveu no concurso de MS, porém não
gostaria de sair de São Paulo, e seus colegas de trabalho estão torcendo por
ele.
Eis o dilema de João:
• Ou João passa ou não passa no concurso.
– Se João
passar no concurso vai ter que ir embora de São Paulo.
– Se João
não passar no concurso ficará com vergonha diante dos colegas de trabalho.
________________________________________________________________
∴ Ou joão vai embora de São Paulo ou João ficará com vergonha
dos Colegas de trabalho.
Este argumento é evidentemente
válido e sua forma pode ser escrita da seguinte maneira:

ARGUMENTOS DEDUTIVOS NÃO VÁLIDOS
Os argumentos dedutivos não válidos podem combinar
verdade ou falsidade das premissas de qualquer
maneira com a verdade ou falsidade da conclusão.
Assim podemos ter, por exemplo, argumentos não-válidos
com premissas e conclusões verdadeiras, porém as
premissas não sustentam a conclusão.
Exemplo:
Todos os mamíferos são mortais. ( V
)
Todos os gatos são mortais. ( V
)
__________________________________
∴ Todos os gatos
são mamíferos. ( V )
Este argumento tem a forma:
Todos os A são B
Todos os C são B
∴ Todos os C são
A
Podemos fácilmente mostrar
que este argumento é não-válido, pois as premissas não sustentam
a conclusão, e veremos então que podemos ter as premissas verdadeiras e a
conclusão falsa, nesta forma, bastando substituir A por mamífero, B por mortais
e C por cobra.
Todos os mamíferos são mortais. ( V
)
Todos os as cobras são mortais. ( V
)
______________________________
∴ Todas as cobras
são mamiferas. ( F )
Com as
premissas verdadeiras e a conclusão falsa nunca pode ocorrer que o argumento
seja válido, então este argumento é não-válido, chamaremos os argumentos
não-válidos de falácias. A seguir examinaremos algumas falácias
conhecidas que ocorrem com muita freqüência. O primeiro caso de argumento
dedutivo não-válido que veremos é o que chamamos de “falácia da afirmação
do consequente”.
Por
exemplo:
Se ele me
ama então ele casa comigo.
Ele casa
comigo.
_____________________________
∴ Ele me ama.
Podemos escrever este argumento como:

Este
argumento é uma falácia, podemos ter as premissas verdadeiras e a conclusão falsa.
Outra falácia que ocorre com freqüência é a conhecida por “falácia da
negação do antecedente”.
Exemplo:
Se
João parar de fumar ele engordará.
João não parou de fumar.
______________________________
∴ João não engordará.
Observe
que temos a forma:

Este argumento é uma falácia, pois podemos ter as
premissas verdadeiras e a conclusão falsa.
PROPOSIÇÕES UNIVERSAIS E PARTICULARES
As proposições serão classificadas em:
• universais
• particulares
As proposições universais são aquelas em que o
predicado refere-se a totalidade do conjunto.
Exemplo:
“Todos os homens são mentirosos” é universal e simbolizamos por “todo S é P”.
Nesta definição incluimos o
caso em que o sujeito é unitário.
Exemplo:
“O cão é mamífero”.
As proposições particulares são aquelas
em que o predicado refere-se apenas a uma parte do conjunto.
Exemplo:
“Alguns homens são mentirosos” é particular e simbolizamos por “algum S é P”.
PROPOSIÇÕES AFIRMATIVAS E NEGATIVAS
As
proposições também classificam-se em:
• afirmativas
• negativas
No caso de negativa podemos ter:
1. “Nenhum
homem é mentiroso” é universal negativa e simbolizamos por “nenhum S é P”.
2. “Alguns
homens não são mentirosos” é particular negativa e simbolizamos por “algum
S não é P”.
No caso
de afirmativa consideramos o ítem anterior.
Chamaremos então de proposição categórica na forma típica as
proposições dos tipos:
“Todo S é P”, “algum S é P”, “algum
S não é P” e “nenhum S é P”.
Então teremos a tabela:
|
|
AFIRMATIVA |
NEGATIVA |
|
UNIVERSAL |
TODO S É P ( A ) |
NENHUM S É P ( E ) |
|
PARTICULAR |
ALGUM S É P ( I ) |
ALGUM S NÃO É P
( O ) |
SILOGISMO CATEGÓRICO DE FORMA TÍPICA
Chamaremos de silogismo categórico de forma
típica (ou silogismo) ao argumento formado por duas premissas e uma
conclusão, de modo que todas as premissas envolvidas são categóricas de forma
típica ( A, E, I, O ).
Teremos também três termos:
• Termo
menor – sujeito da conclusão.
• Termo
maior – predicado da conclusão.
• Termo
médio – é o termo que aparece uma vez em cada premissa e não aparece na
conclusão.
Chamaremos de premissa maior a que
contém o termo maior, e premissa menor a que contém
o termo menor.
Exemplo:
Todas as mulheres são bonitas.
Todas as princesas são mulheres.
____________________________________
∴ Todas as
princesas são bonitas.
Termo menor:
as princesas
Termo maior:
bonitas
Termo médio:
mulheres
Premissa
menor: todas as princesas são mulheres.
Premissa
maior: todas as mulheres são bonitas.
ALGUMAS REGRAS PARA A VALIDADE DE UM SILOGISMO:
1.Todo silogismo deve conter somente três termos;
2. O termo médio deve ser universal pelo menos um vez;
3. O termo médio não pode constar na conclusão;
4. Nenhum silogismo categórico de forma típica que tenha
duas premissas negativas é válido.
5. De duas premissas particulares não poderá haver
conclusão;
6. Se há uma premissa particular, a conclusão será
particular;
7. Se há uma premissa particular negativa a conclusão
será particular negativa.
DIAGRAMA DE EULER
Para analisar os argumentos, poderemos usar o diagrama
de Euler.



3. Algum S é P ( particular
afirmativo – I )

4. Algum S não é P ( particular
negativa – O )
S P

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
01. Três alunos são suspeitos de não estarem
matriculados no Curso de Raciocínio Lógico. O Aparecido entrevistou os três,
para cobrar a matrícula, e obteve os seguintes depoimentos:
AURO:
“Joaquim não pagou e Cláudia pagou”
JOAQUIM: “Se Auro não pagou, Cláudia também não pagou”
CLÁUDIA: “Eu paguei, mas pelo menos um dos outros não pagou”
Pede-se:
1. Exprimir simbolicamente os depoimentos
2. Identificar os pagantes e os não pagantes, supondo que todos
os depoimentos são verdadeiros
3. Identificar os mentirosos, supondo que todos pagaram as
matrículas.
Solução
a. Sejam as
proposições
A = “Auro pagou a matrícula”
J = “Joaquim pagou a matrícula”
C = “Cláudia pagou a matrícula”
Depoimentos

a. Tabela Verdade

b. Verificamos que se todos os
depoimentos são verdadeiros estamos na terceira linha, logo VAL (A) = V, VAL
(J) = F, VAL (C) = V
Portanto:
Os pagantes são Auro e Cláudia.
O não pagante é o Joaquim
c. Se todos pagaram a matrícula temos que VAL(A) = V, VAL(J) = V e VAL(C) = V, logo estamos na primeira linha, daí os depoimentos mentirosos são do Auro e Cláudia.
02. (ESAF) Se Beto briga com Glória, então Glória vai ao cinema. Se Glória vai ao cinema, então Carla fica em casa. Se Carla fica em casa, então Raul briga com Carla. Ora, Raul não briga com Carla. Logo.
a. Carla não fica
em casa e Beto não briga com Glória.
b. Carla fica em
casa e Glória vai ao cinema.
c. Carla não fica
em casa e Glória vai ao cinema.
d. Glória vai ao
cinema e Beto briga com Glória.
e. Glória não vai
ao cinema e Beto briga com Glória.
Solução
Lembramos que a Contra-positiva de p → q é
equivalente a ![]()
Daí teremos,
Se Raul não briga com Carla, então
Carla não fica em casa.
Se Carla não fica em casa, então
Glória não vai ao cinema
Se Glória não vai ao cinema, então
Beto não briga com Glória
Logo a única opção correta é:
a. Carla não
fica em casa e Beto não briga com Glória.
03. (ESAF)
Se Carlos é mais velho do que Pedro, então Maria e Julia tem
a mesma idade. Se Maria e Julia tem a mesma idade,
então João é mais moço do que Pedro. Se João é mais moço do que Pedro, então
Carlos é mais velho do que Maria. Ora, Carlos não é mais velho do que Maria.
Então:
a. Carlos não é mais velho do que Leila, e
João é mais moço do que Pedro.
b. Carlos é mais velho que Pedro, e Maria e Julia tem a mesma
idade.
c. Carlos e João são mais moços do que Pedro.
d. Carlos é mais velho do que Pedro, e João é
mais moço do que Pedro.
e. Carlos não é mais velho do que Pedro, e Maria e Julia não tem
a mesma idade.
Solução
Se Carlos não é mais velho do que Maria, então
João não é mais moço que Pedro
Se João não é mais moço que Pedro, então
Maria e Julia não tem a mesma idade
Se Maria e Julia não tem a
mesma idade, então
Carlos não é mais velho que Pedro
Logo, a única opção correta é:
e. Carlos não é mais velho do que Pedro, e Maria e Julia
não tem a mesma idade.
04. (ESAF)
José quer ir ao cinema assistir ao filme “Fogo Contra Fogo”, mas não tem
certeza se o mesmo está sendo exibido. Seus amigos, Maria, Luis e Julio têm opniões discordantes sobre se o filme está ou não em
cartaz. Se Maria estiver certa, então Julio está enganado. Se Julio estiver
enganado, então Luis está enganado. Se Luis estiver
enganado, então o filme não está sendo exibido. Ora, ou o filme “Fogo contra
Fogo” está sendo exibido, ou José não ira ao cinema. Verifi-cou-se
que Maria está certa. Logo,
a. O filme “Fogo contra Fogo” está sendo exibido.
b. Luis e Julio não estão enganados.
c. Julio está enganado, mas Luis não.
d. Luis está enganado, mas Julio não.
e. José não irá ao cinema.
Solução
Se
Maria está certa, então
Julio
está enganado
Se
Julio está enganado, então
Luis
está enganado
Se
Luis estiver enganado, então
O
Filme não está sendo exibido.
Ora,
ou o filme está sendo exibido ou José não irá ao cinema.
Logo,
concluimos que:
José
não irá ao cinema.
Resposta
“E”
O
texto abaixo refere aos exercícios de 05 a 08:
Chapéuzinho Vermelho ao entrar na floresta, perdeu a noção dos
dias da semana.
A
Raposa e o Lobo Mau eram duas estranhas criaturas que
freqüentavam a floresta. A Raposa mentia às segundas, terças e quartas-feiras, e falava a verdade nos
outros dias da semana. O Lobo Mau mentia às quintas,
sextas e sábados, mas falava a verdade nos outro dias da semana.
(Adaptado
de Linguagem Lógica de Iole de Freitas Druck IME - USP
- publicado na revista do
professor de Matemática)
05. Um dia Chapéuzinho Vermelho encontrou o Raposa e o Lobo Mau descansando à sombra de uma árvore. Eles disseram:
Raposa: Ontem foi um dos meus dias de mentir. Lobo Mau: Ontem foi um dos meus
dias de mentir. A partir dessas afirmações, Chapéuzinho
Vermelho descobriu qual era o dia da semana. Qual era?
06. Em outra ocasião Chapéuzinho
Vermelho encontrou o Raposa sozinha. Ela fez as
seguintes afirmações: Eu menti ontem. Eu mentirei daqui a 3 dias. Qual era o
dia da semana?
07. Em qual dia da semana é possível a Raposa
fazer as seguintes afirmações? Eu menti ontem. Eu mentirei amanhã.
08. Em que dias da semana é possível a Raposa
fazer cada uma das seguintes afirmações: a) Eu menti ontem e eu mentirei
amanhã. b) Eu menti ontem ou eu mentirei amanhã. c) Se menti ontem, então
mentirei de novo amanhã. d) Menti ontem se e somente se mentirei amanhã.
Resolução:
Problema
05
Pela resposta
da Raposa, pode ser 2ª ou 5ª.
Pela resposta
do Lobo Mau, pode ser 5ª ou domingo.
Portanto, como os dois se referiam a um mesmo dia da semana, este era
quinta-feira.
Problema 06
Por (1), o dia
poderia ser 2ª ou 5ª.
Por (2), como
a Raposa mentirá 3 dias depois de hoje, hoje pode ser 2ª, 3º, 4ª, 6ª, sábado,
domingo.
Logo,
o dia da semana era segunda-feira.
Problema 07
– A afirmação
(1) pode ser feita 2ª ou 5ª.
– A afirmação
(2) pode ser feita 4ª e domingo.
Portanto,
não existe um dia na semana em que seja possível a Raposa fazer as duas
afirmações.
Problema
08
a. Esta
afirmação (que é uma conjunção) é uma mentira quando alguma das suas componentes for falsa, logo, como mentira, a Raposa pode
afirmá-la 2ª ou 4ª. Por outro lado, ela será verdadeira somente quando suas
duas componentes o forem, logo a Raposa não poderá afirmá-la em nenhum dia em
que fala a verdade.
Resposta: 2ª
ou 4ª (compare este exercício com Problema 05 e explique por que eles são
diferentes).
b. Esta
afirmação (que é uma disjunção) é mentirosa quando as suas duas componentes forem falsas, logo a Raposa não poderá
afirmá-la nos dias em que mente. Por outro lado, ela será verdadeira quando
pelo menos uma das suas componentes o for, assim a Raposa poderá afirmá-la na
5ª ou no domingo.
Resposta: 5ª ou domingo.
c. Esta
afirmação (que é uma implicação), composta de duas outras, só é falsa quando,
sendo a primeira (premissa) verdadeira, a segunda (conclusão) for falsa. Logo,
a Raposa poderá afirmá-la mentirosamente somente na
4ª (na 2ª e na 3ª a afirmação é verdadeira - tabela verdade). Pelo mesmo motivo
acima a Raposa não poderá dizêla na 5ª, dia em que
fala a verdade. Nos demais dias de verdade ela poderá afirmála
(6ª, sábado e domingo), já que, a premissa sendo falsa, a implicação é
verdadeira.
Resposta: 4ª,
6ª, sábado ou domingo.
d. Esta
afirmação (que é uma equivalência) é verdadeira quando suas duas componentes forem verdadeiras ou quando forem as duas
falsas. Assim, ela é uma mentira, dentre os dias em que a Raposa mente, somente
na 2ª ou na 4ª. Dentre os dias em que ela fala a verdade , ela poderá afirmá-la
somente na 6ª ou no sábado.
Resposta: 2ª, 4ª, 6ª ou sábado.
09. (AFTN/96) Três amigas, Tânia, Janete e Angélica, estão
sentadas lado a lado em um teatro. Tânia sempre fala a verdade; Janete às vezes
fala a verdade; e Angélica nunca fala a verdade. A
que está sentada à esquerda diz: “Tania é quem está
sentada no meio”. A que está sentada no meio diz: “Eu sou Janete”. Finalmente,
a que está sentada à direita diz: “Angélica é quem está sentada no meio”. A que
está sentada à esquerda, a que está sentada no meio e a que está sentada à
direita são, respectivamente:
a. Janete, Tânia e Angélica
b. janete, Angélica e
Tânia
c. Angélica, Janete e Tânia
d. Angélica, Tânia e Janete
e. Tânia, Angélica e Janete
Solução
Observe que só precisamos saber que a Tânia diz a
verdade, as outras informações sobre Janete e Angélica não influenciam na
solução.
Então vamos raciocinar:
Tânia não pode estar na esquerda e nem no meio, pois
senão estaria mentindo. Logo Tânia está na direita e conseqüentemente, a
Angélica está no meio, conforme a declaração de
Tânia. Para acabar, é evidente que Janete está ba esquerda.
Resposta “B”
10. (AFTN/96) José quer ir ao cinema assistir ao filme “Fogo
contra Fogo”, mas não tem certeza se o mesmo está sendo exibido. Seus amigos,
Maria, Luís e Júlio têm opiniões discordantes sobre se o filme está ou não em
cartaz. Se Maria estiver certa, então Júlio está enganado. Se Júlio estiver
enganado, então Luís está enganado. Se Luís estiver
enganado, então o filme não está sendo exibido; Ora, ou o filme “Fogo Contra
Fogo” está sendo exibido, ou José não irá ao cinema. Verifi-cou-se
que Maria está certa. Logo:
a. o filme “Fogo contra Fogo” está sendo exibido;
b. Luís e Júlio não estão enganados;
c. Júlio está enganado, mas não Luís;
d. Luís está enganado, mas não Júlio;
e. José não irá ao cinema.
Solução
Se
Maria está certa, temos:
— Júlio está
enganado
— Luís está
enganado
— O filme não
está sendo exibido.
Como o filme está sendo exibido ou José irá ao cinema, temos
que:
José não irá ao cinema
Resposta “E”
11. (AFTN/96) Se Nestor disse a verdade, Júlia e Raul mentiram.
Se Raul mentiu, Lauro falou a verdade. Se Lauro falou a verdade, há um leão
feroz nesta sala. Ora, não há um leão feroz nesta sala. Logo,
a. Nestor e Júlia disseram a verdade
b. Nestor e Lauro mentiram
c. Raul e Lauro mentiram
d. Raul mentiu ou Lauro disse a verdade
e. Raul e Júlia mentiram.
Solução
Não há
leão feroz nesta sala
— Lauro mentiu
— Raul falou a
verdade
— Nestor
mentiu
Logo Nestor e Lauro mentiram
Resposta “B”
12. (AFTN/96) Sabe-se que, na equipe do X Futebol Clube (XFC),
há um atacante que sempre mente, um zagueiro que sempre fala a verdade e um
meio-campista que às vezes fala a verdade e às vezes mente. Na saída do
estádio, dirigindo-se a um torcedor que não sabia o resultado do jogo que
terminara, um deles declarou: “Foi empate” o segundo disse “Não foi empate” e o
terceiro falou “Nós perdemos”. O torcedor reconheceu
somente o meio-campista, mas pode deduzir o resultado
do jogo com certeza. A declaração do meio-campista e o resultado do jogo foram,
respectivamente,
a. “Foi empate” / o XFC venceu.
b. “Não foi empate” / empate.
c. “Nós perdemos” / o XFC perdeu.
d. “Não foi empate” / o XFC perdeu.
e. “Foi empate” / empate.
Solução
.
•
Atacante sempre mente
.
•
Zagueiro sempre fala a verdade
. • Meio Campo as vezes mente e as vezes fala a verdadeE - Empate NE - Não Empate P - Perdemos É fundamental que você não esqueça que o torcedor reconheceu o Meio Campo e pode deduzir o resultado do jogo.
|
Possibilidade
|
Atacante |
Zagueiro |
Meio Campo |
|
1 |
E |
NE |
P |
|
2 |
NE |
E |
P |
|
3 |
E |
P |
NE |
|
4 |
P |
E |
NE |
|
5 |
NE |
P |
E |
|
6 |
P |
NE |
E |
É evidente que as possibilidades 1, 2, 3, 4, não
poderiam ter ocorrido se ele deduziu o resultado do jogo com certeza.
Além disso a possibilidade 5 é impossível, pois se o
atacante falou não foi empate então o zagueiro estaria mentindo quando falasse
perdemos.
Daí só resta a possibilidade 6, onde o atacante disse
perdemos e o zagueiro disse não foi empate, logo o XFC venceu e o meio campo
disse foi empate (mentira)
Resposta “A”
13. (AFC/96) Se Beto briga com Glória, então Glória vai ao
cinema. Se Glória vai ao cinema, então Carla fica em casa. Se Carla fica em
casa, então Raul briga com Carla. Ora, Raul não briga com Carla. Logo,
.a. Carla não fica
em casa e Beto não briga com Glória.
.b. Carla fica em
casa e Glória vai ao cinema.
.c. Carla não fica
em casa e Glória vai ao cinema.
.d. Glória vai ao
cinema e Beto briga com Glória.
.e. Glória não vai
ao cinema e Beto briga com Glória.
Solução
Se Raul não briga com Carla
Carla não fica em casa
Glória não vai ao cinema
Beto não briga com Glória
Resposta
“A”
14. (AFC/96) Três irmãs — Ana Maria e Cláudia — foram a uma
festa com vestidos de cores diferentes. Uma vestiu azul, a outra
branco, e a terceira preto. Chegando à festa, o anfitrião perguntou quem
era cada uma delas. A de azul respondeu: “Ana é a que está de branco”. A de
branco falou: “Eu sou Maria”. E a de preto disse: “Cláudia é quem está de
branco”. Como o anfitrião sabia que Ana sempre diz a verdade, ele foi capaz de
identificar corretamente quem era cada pessoa. As cores dos vestidos de Ana,
Maria eCláudia eram, respectivamente,
a. preto, branco, azul;
b. preto, azul, branco
c. azul, preto, branco
d. azul, branco, preto
e. branco, azul, preto.
Solução
Basta
observar que Ana fala a verdade, logo ela não poderia estar de Azul e nem de
branco, pois senão estaria mentindo.
Logo
Ana está de preto e como ela mesmo afirmou Cláudia está de branco. Consequentemente Maria está de Azul
Resposta
“B”
15. (AFC/96) Se Carlos é mais velho do que Pedro, então Maria e
Júlia têm a mesma idade. Se Maria e Júlia têm a mesma idade, então João é mais
moço do que Pedro. Se João é mais moço do que Pedro, então Carlos é mais velho
do que Maria. Ora, Carlos não é mais velho do que Maria. Então,
a. Carlos não é mais velho do que Júlia, e
João é mais moço do que Pedro.
b. Carlos é mais velho do que Pedro, e Maria e Júlia têm a mesma
idade.
c. Carlos e João são mais moços do que Pedro.
d. Carlos é mais velho do que Pedro, e João é
mais moço do que Pedro.
e. Carlos não é mais velho do que Pedro, e Maria e Júlia não têm
a mesma idade.
Solução
Carlos não é mais velho do que Maria
João não é mais moço do que Pedro
Maria e Julia não tem a mesma idade
Carlos não é mais velho do que Pedro
Resposta
“E”
16. Joselias é um cara estranho, pois mente às
quintas, sextas e sábados, mas fala a verdade nos outros dias da semana.
Em
qual dos dias da semana não é possível que o Joselias
faça a seguinte afirmação:
“Se
menti ontem, então mentirei de novo amanhã.”
a. sábado
b. domingo
c. segunda
d. terça
e. quarta
Solução:
Opção correta: B
Veja os dias da semana:
2ª Feira., 3ª Feira, 4ª Feira, 5ª Feira, 6ª Feira, sábado, domingo.
Joselias mente: 5ª Feira, 6ª Feira e sábado.
Vejamos os valores lógicos nos dias da semana:

Logo a opção correta será domingo.
17.
Sejam as
declarações:
Se o
governo é bom então não há desemprego.
Se
não há desemprego então não há inflação.
Ora,
se há inflação podemos concluir que:
a. A inflação não afeta o desemprego.
b. Pode haver inflação independente do governo.
c. O governo é bom e há desemprego.
d. O governo é bom e não há
desemprego.
e. O governo não é bom e há desemprego.
Solução:
Opção
correta: E
Se há inflação então há desemprego.
Se há desemprego então o governo não é bom.
Logo, o governo não é bom e há desemprego.
18. Joselias é um cara estranho, pois mente às
quintas, sextas e sábados, mas fala a verdade nos outros dias da semana.
Em
qual dos dias da semana não é possível que o Joselias
faça a seguinte afirmação:
“Menti
ontem se somente se mentirei amanhã.”
a. segunda
b. terça
c. quinta
d. sexta
e. sábado
Solução:
Opção
correta: D
Sejam os dias da semana:
2ª Feira., 3ª Feira, 4ª Feira, 5ª Feira, 6ª Feira, sábado, domingo.
Joselias mente: 5ª Feira, 6ª Feira e sábado.
Vejamos os valores lógicos nos dias da semana:

19. Sejam as
declarações: Se ele me ama então ele casa comigo. Se ele casa comigo então não
vou trabalhar. Ora, se vou ter que trabalhar podemos concluir
que:
a. Ele é pobre mas me ama.
b. Ele é rico mas é pão duro.
c. Ele não me ama e eu gosto de trabalhar.
d. Ele não casa comigo e não vou
trabalhar.
e. Ele não me ama e não casa comigo.
Solução:
Opção
correta: E
Vou trabalhar, então, ele não casou comigo.
Ele não casou comigo, então, não me ama.
Logo, ele não me ama e não casa comigo.
20. ( Publicada no Edital) – Na dedução: “A inflação não é um
aumento de preços, nem este é culpa dos empresários. Logo o empresário não é
responsável pela inflação” ,
pode-se afirmar que:
a. A conclusão está correta.
b. Deve-se concluir que a culpa é do governo.
c. As premissas são falsas.
d. A conclusão é falsa.
e. Nada se pode concluir.
Solução:
O correto é a alternativa e, pois de duas
premissas negativas nada se pode concluir, quer sejam falsas ou verdadeiras, conforme
regra 4
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
01. (ESAF) –
Considere a sentença: “Paulo passará no exame, pois é aluno estudioso, e alunos
estudiosos passam no exame.” A conclusão do argumento expresso por esta
sentença é:
a) Paulo é estudioso.
b) Existem alunos estudiosos.
c) Paulo passará no exame.
d) Alunos estudiosos passam no exame.
e) Paulo é estudioso ou existem alunos estudiosos.
02. (ESAF) –
Uma sentença lógica equivalente a “Se Pedro é economista, então Luisa é
solteira.” é:
a) Pedro é economista ou Luisa é solteira.
b) Pedro é economista ou Luisa não é solteira.
c) Se Luisa é solteira, Pedro é economista.
d) Se Pedro não é economista, então Luisa não é solteira.
e) Se Luisa não é solteira, então Pedro não é economista.
03. (ESAF) –
Das premissas:
A: “Nenhum herói é covarde.”
B:
Alguns soldados são covardes.”Pode-se corretamente concluir
que:
a) alguns heróis são soldados.
b) alguns soldados não são heróis.
c) nenhum herói é soldado.
d) alguns soldados não são heróis.
e) nenhum soldado é herói.
04. (ESAF) –
Se Carlos é mais alto do que Paulo, logo Ana é mais alta que Maria. Se Ana é
mais alta que Maria, João é mais alto do que Carlos. Ora, Carlos é mais alto do
que Paulo. Logo:
a) Ana é mais alta do que Maria, e João é mais
alto do que Carlos.
b) Carlos é mais alto do que Maria, e Paulo é
mais alto do que João.
c) João é mais alto do que Paulo, e Paulo é
mais alto do que Carlos.
d) Ana não é mais alta do que Maria, ou Paulo é mais alto do que Carlos.
e) Carlos é mais alto do que João, ou Paulo é mais alto do que Carlos.
05. (ESAF) –
Seja O o conjunto de objetos e P, Q, R, S
propriedades sobre esses objetos. Sabendo-se que para todo objeto X em O :
1 – P(X) se verifica
2 – Q(X) se verifica
3 –
Se P(X), Q(X) e R(X) se verificam então S(X) se verifica.
Pode-se concluir, para todo X em O, que:
a) Se S(X) se verifica, então R(X) se verifica
b) S(X) e R(X) se verificam
c) Se R(X) se verifica então S(X) se verifica
d) Se P(X) e Q(X) se verificam, então R(X) se verifica
e) Se S(X) e Q(X) se verificam, então P(X) e R(X) se verificam
06. (ESAF) –
Se Ana não é advogada, então Sandra é secretária. Se Ana é advogada, então
Paula não é professora. Ora Paula é professora. Portanto:
a) Ana é advogada.
b) Sandra é secretária.
c) Ana é advogada, ou Paula não é professora.
d) Ana é advogada e Paula é professora.
e) Ana não é advogada e Sandra é secretária.
07. (ESAF) –
Se não é verdade que “Alguma professora universitária não dá aulas
interessantes”, então é verdade que:
a) todas as professoras universitárias dão aulas interessantes.
b) nenhuma professora universitária dá aulas interessantes.
c) nenhuma aula interessante é dada por alguma professora universitária.
d) nem todas as professoras universitárias dão aulas interessantes.
e) todas as aulas interessantes são dadas por professoras universitárias.
08. (ESAF) –
Considere a seguinte sentença:
“A
nenhum homem é consentido ser juiz em cauda própria, porque seu interesse
certamente influirá em seu julgamento, e, não improvavelmente,
corromperá a sua integridade.”
A conclusão do argumento expresso por esta sentença é:
a) os interesses corrompem a integridade.
b) os interesses influenciam nos julgamentos.
c) os interesses influenciam nos julgamentos e provavelmente corrompem a
integridade.
d) a nenhum homem é consentido ser juiz em causa própria.
e) julgar em causa própria provavelmente corrompe a integridade de quem
julga.
09. (FGV) – O
Ministro da economia de um certo país afirmou, em entrevista a um jornal: SE UM
PAÍS TEM CRÉDITO, ENTÃO ELE NÃO PEDE MORATÓRIA.
No dia seguinte, o referido jornal publicou:
MINISTRO AFIRMA: SE UM PAÍS NÃO TEM CRÉDITO, ENTÃO ELE PEDE
MORATÓRIA.
Compare a declaração do Ministro com
o que foi publicado no jornal, assinalando a alternativa correta:
a. As duas afirmações são logicamente equivalentes.
b. Se um país tem crédito e pede moratória , isto contradiz a
declaração do Ministro na entrevista.
c. Se um país tem crédito e não pede moratória, isto contradiz o
que foi publicado no jornal.
d. Se um país não tem crédito e
pede moratória, isto contradiz a declaração do Ministro na entrevista.
10. (FGV) – O
argumento que se segue foi extraído do livro “As aventuras de Huckleberry Finn”, de Mark Twain. Nele, o personagem Huck
Finn afirma:
—
Jim disse que as abelhas não picariam idiotas; mas eu não acreditei nisso,
porque eu mesmo já tentei muitas vezes e elas não me picaram.
Analisando
o argumento, podemos dizer que:
a. Uma premissa implícita é que Huck Finn é idiota.
b. Uma premissa implícita é que Huck Finn não é idiota.
c. A conclusão do argumento é que Jim é idiota.
d. A conclusão do argumento é que Huck Finn é inteligente.
11. (FGV) –
Certo dia uma cigana afirmou para o Sr. Creumildo:
— É
provável que o Sr. Ganhe na Loteria, algum dia; se
isso acontecer, será um bilhete com o final igual a 463.
A
partir deste dia, o Sr. Creumildo
passou a interessar-se apenas por bilhetes com final 463, comprando-os cada vez
que os encontrasse. Passados alguns anos,
o Sr. Creumildo ganhou na Loteria
com o bilhete 21463.
Podemos então afirmar que:
a. Se o Sr. Creumildo
nunca tivesse ganho na Loteria, isto provaria que a cigana estava errada.
b. A afirmação da cigana não seria contraditada se o Sr. Creumildo ganhasse na Loteria
com um número que terminasse com773.
c. Se o Sr. Creumildo
somente comprasse bilhetes com fianl 463, nunca seria
possível contradizer a previsão da cigana.
d. Nada se pode concluir.
12. (FGV) – Um
eminente antropólogo, afirmou que TODOS OS AFANEUS SÃO ZARAGÓS, e que TODOS OS
ZARAGÓS SÃO CHUMPITAZES. Com base nestas afirmações, podemos concluir que:
a. É possível existir um Afaneu que
não seja Zaragó.
b. É possível existir um Afaneu que
não seja Chumpitaz.
c. É possível existir um Zaragó que
não seja Afaneu.
d. Nada se pode concluir sem saber
o que significa Afaneu, Zaragó
e Chumpitaz.
13. (FGV) –
Considere os dois seguintes argumentos:
ARGUMENTO
1. Alguns automóveis são verdes e algumas coisas verdes são
comestíveis. Logo, alguns automóveis verdes são comestíveis.
ARGUMENTO 2. Alguns brasileiros são ricos e alguns ricos são desonestos. Logo,
alguns
brasileiros são desonestos.
Compare os 2 argumentos e assinale a alternativa correta.
a. Apenas o argumento 2 é válido.
b. Apenas o argumento 1 é válido.
c. Os dois argumentos não são válidos.
d. Os dois argumentos são válidos.
14. (FGV) –
Sendo R o conjunto dos países ricos, I o conjunto dos países industrializados , E o conjunto dos países exportadores de
petróleo e admitindo como verdadeiras as relações
o qual
das afirmações abaixo é verdadeira?
a. Todos os países não-exportadores de petróleo são pobres.
b. Todos os países não-industrializados dão são ricos.
c. Os países que não são ricos não podem ser exportadores de
petróleo.
d. Os países não industrializados não
podem ser exportadores de petróleo.
e. Todas as afirmações acima são falsas.
15. (FGV) –
Sendo A o conjunto dos países que têm crédito; B o conjunto dos países que não pedem moratória; admitindo que A
B
e que seja verdadeira a seguinte proposição: “Todos os países que têm crédito
não pedem moratória”, assinale a alternativa que contém afirmação FALSA.
a. Se um país não tem crédito então ele pede
moratória.
b. Todos os países que pedem moratória não têm crédito.
c. Se um país pede moratória, então ele não tem crédito.
d. Alguns países pedem moratória e
não têm crédito.
e. Alguns países têm crédito e não pedem
moratória.
16. (FGV) – Em
seu livro Principles of Political Economy and Taxation, David
Ricardo expressa o seguinte argumento:
Quando
o elevado preço do trigo for o resultado de uma procura crescente, será sempre
precedido de um aumento de salários, pois a procura não poderá crescer sem um
correspondente aumento dos meios de pagamento, entre o povo, para pagar por
aquilo que deseja.
A
conclusão do argumento é que:
a.Um aumento na procura por trigo produz um aumento em seu
preço;
b.O preço do trigo é elevado.
c.O aumento do preço do trigo, em razão de uma procura
crescente é sempre precedido de um aumento dos salários;
d.NDA.
17. (FGV) –
Certo dia, o jornal ECO publicou a seguinte manchete: 50% DOS DEPUTADOS SÃO DESONESTOS Após uma interpelação
judicial, o referido jornal foi obrigado a retratar-se, de
vendo
publicar a NEGAÇÃO que afirma, com o mesmo destaque. Foi então publicada a
Segunda manchete: 50% DOS DEPUTADOS SÃO HONESTOS Podemos assim afirmar que:
a. A Segunda manchete é a negação da primeira.
b. A negação da primeira manchete é: Existem deputados honestos.
c. A negação da primeira manchete é: Todos os deputados são honestod.
d. NDA
18. (FGV) –
Considere as seguintes proposições:
I. “O ministro está numa enrascada: se correr, o bicho pega; se
ficar, o bicho come”.
II. “Ser ou
não ser, eis a questão”.
III.
“ O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha
aldeia; mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia”.
É
correto então afirmar-se que:
a. Em I está presente
uma tautologia.
b. Em II está presente
uma contradição.
c. Em III está presente
um dilema.
d. NDA
19. (FGV) – Considere a seguinte frase de Albert
Einstein:
Tudo
deveria ser feito do modo mais simples possível, mas não mais simples que
isso.
De acordo com essa proposição:
a. É sempre possível fazer algo de modo mais simples do que já é
feito.
b. Existe um modo mais simples possível de se fazer cada coisa;
não se deveria tentar simplificar além disso.
c. As noções de simples e complicado são absolutamente
relativas.
d. NDA.
20. (FGV) – Analise o seguinte argumento:
“Se os métodos de trabalho forem anti-econômicos,
então eles não serão social-mente desejáveis. Se os métodos forem enfadonhos,
então serão prejudiciais à iniciativa. Se forem prejudiciais à iniciativa,
então serão anti-aconômicos. Se os métodos de
trabalho forem meramente mecânicos, então serão enfadonhos. Portanto,
se os métodos de trabalho forem meramente mecânicos, então não serão
socialmente desejáveis”.
a.Trata-se de um argumento válido.
b.Trata-se de um argumento não-válido, em razão da existência
de premissas falsas.
c.Trata-se de um arguemnto
não-válido, em razão da falsidade da conclusão.
d.NDA.
21. (FGV) – Considere o seguinte argumento:
“ Se
a Companhia K. Bide for capaz de comprar
matéria-prima a um preço favorável, ou se as vendas
aumentarem, então a K. Bide não sofrerá perdas. Se houver falta de material, a K. Bide
não será capaz de comprar metéria-prima a um preço
favorável. No momento, não há falta de materias.
Logo, a K. Bide não sofrerá perdas”.
a.Trata-se de um argumento válido, apesar da existência de uma
premissa discutível.
b.Trata-se de um argumento válido, com todas as premissas
verdadeiras.
c.Trata-se de um argumento não válido.
d.NDA.
22. (FGV) – Analise o seguinte argumento:
Todas as proteínas são compostos orgânicos; em conseqüência, todas as enzimas são proteínas, uma
vez que todas as enzimas são compostos orgânicos.
a.O argumento é válido, uma vez que suas premissas são
verdadeiras, bem como sua conclusão.
b.O argumento é válido apesar de conter uma premissa falsa.
c.Mesmo sem saber se as premissas são verdadeiras ou falsas,
podemos garantir que o argumento não é válido.
d.NDA.
23. (FGV) – Os
habitantes de certo país podem ser classificados em políticos e nãopolíticos. Todos os políticos sempre mentem e todos os
não-políticos sempre fa-lam a verdade. Um
estrangeiro, em visita ao referido país, enconta-se
com 3 nativos, I, II e III. Perguntando ao nativo I
se ele é político, o estrangeiro recebe uma resposta que não consegue ouvir
direito. O nativo II informa, então, que I negou ser um político. Mas o nativo
III afirma que I é realmente um político. Quantos dos 3 nativos, são políticos?
a. Zero
b. Um
c. Dois
d. NDA
24. (FGV) – A
proposição ~(p ∧ q) = (~p ∨ ~q) representa um:
a. Entimema
b. Contingência
c. Tautologia
d. Dilema
25. (FGV) – Na
proposição que se segue, a partícula conectiva ou é a disjunção não exclusiva.
Para ser diretor de uma multinacional, é necessário
ser muito capacitado ou Ter experiência internacional. Ora, Pedro é diretor de
uma multinacional e é muito capacitado.
Qual das seguintes conclusões é verdadeira?
a. Pedro tem experiência internacional.
b. Pedro não tem experiência internacional.
c. Não se pode afirmar A ou B.
d. NDA.
26. (FGV) –
Sabe-se que um dos quatro indivíduos a , b , g ou d cometeu um crime. a
declara: “b é o criminoso”. b informa: “O culpado é d”. g afirma: “Não sou eu o
criminoso”. d protesta: “b mentiu”. Apenas uma das declarações é verídica. As outra três são falsas. Quem é o criminoso?

27. (FGV) – A
ciência provou que, se os pais têm olhos azuis, seus filhos também terão olhos
azuis. João tem olhos azuis. Daí se concluí que.
a. Os pais de João têm olhos azuis.
b. Os pais de João não tem olhos azuis.
c. Um dos pais de João tem olhos azuis.
d. NDA.
28. (FGV) –
Alguém afirmou certa feita que Toda pessoa que diz que não bebe não está sendo
honesta. Pode-se concluir dessa premissa que:
a. Uma pessoa que diz que bebe está sendo honesta.
b. Uma pessoa está sendo honesta se diz que bebe.
c. Não existem pessoas honestas que dizem que não bebem.
d. NDA
29. (FGV) –
Quando se afirma que P ⇒ Q (P implica Q) então:
a. Q é condição suficiente para P.
b. P é condição necessária para Q.
c. Q não é condição necessária para P
d. P é condição suficiente para Q.
e. P não é condição suficiente nem necessária para Q.
30. (FGV) – Na residência assaltada, Sherlock
encontrou os seguintes vestígios deixados pelos
assaltantes, que julgou serem dois, pelas marcas de sapatos deixadas no
carpete:
– Um toco
de cigarro
– Cinzas de
charuto
– Um pedaço
de goma de mascar
– Um fio de
cabelo moreno
As suspeitas recairam sobre
cinco antigos empregados, dos quais se sabia o seguinte:
- Indivíduo M:só fuma cigarro com filtro, cabelo
moreno, não mastiga goma.
-Indivíduo
N: só fuma cigarro sem filtro e charuto, cabelo louro, não mastiga goma.
-Indivíduo
O: não fuma, é ruivo, mastiga goma
- Indivíduo
P:só fuma charuto, cabelo moreno, não mastiga goma
- Indivíduo
Q:só fuma cigarro com filtro, careca, mastiga goma
Sherlock concluirá que o par de meliantes é:
a. M e Q
b. N e P
c. M e O
d. P e Q
e. M e P
GABARITO
01. C 02. E 03. D 04.
A 05. C 06. B 07. A 08.
D
RESPOSTAS COMENTADAS
09.Opção B


13. Opção C De duas premissas particulares não poderá haver
conclusão (propriedade 5).
14. Opção C – Evidente

15. Opção A – Evidente
16. Opção C O argumento é: A procura do trigo não pode crescer sem um correspondente aumento dos meios de pagamento.
____________________________________________________
∴ O aumento do preço do trigo, em razão de uma procura
crescente é sempre precedido de um aumento dos salários.
17. Opção D – NDA, evidente
18. Opção D – NDA, pois: I é um dilema II é uma tautologia III é
uma contradição
19. Opção B – Evidente
20. Opção A Sejam as proposições: a – anti-econômico
s –
socialmente desejáveis
e – enfadonhos
p – prejudiciais à iniciativa
m – meramente mecânico
Argumento
é válido, pois:
21. Opção C – argumento não é válido

23. Opção B Evidente que o nativo I só pode responder que é não
político. O nativo II falou realmente a verdade, então II é não político. Como
III falou que I é político, temos: Se III é político ⇒
I é não político Se III é não político ⇒ I é político Logo, teremos 1
político.
24. Opção C – Tautologia
25. Opção C – Evidente
26. Opção C – Evidente
27. Opção D – Nada se pode concluir a respeito dos pais de João.
28. Opção C – Basta olhar a contra-positiva
29. Opção D – P é condição suficiente para Q, ou também Q é
condição necessária para P .
30. Opção D – Evidente
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
